GUEST BOOK

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Monday, February 7, 2011

A primeira lembrança que tenho do Michael é do tempo do Esporte Espetacular, que ia ao ar domingo bem tarde da noite. Isso tem uns 20 anos ou mais.
A kombi do vai-vem ia nos levar em casa: eu, ele, o Emanuel e o Etienne.
Nunca esqueci o que o Michael dizia sobre kombi. Ele dizia que era um carro com vontade própria e instinto suicida. Quando menos se esperava, ela resolvia pegar fogo. Sempre que vejo uma kombi na rua, penso em seu fim predestinado.
No bonde do EE, Michael era o primeiro a ser deixado. A parada obrigatória era no Gordon de Copacabana, perto da casa dele, onde, famintos, devorávamos sanduíches e milk shakes.
Curioso como, depois disso, quando ele voltava ao Brasil, quase sempre nos encontrávamos em volta da mesa.
Michael dizia que, quando estava por aqui, aproveitava para comer as guloseimas que não encontrava lá fora, como coxinha de galinha.
De vez em quando, ele mandava email querendo saber das novidades Globais. Como bom jornalista, adorava uma notícia de bastidores.
No ano passado, no dia 13 de fevereiro, invadimos a Marquês de Sapucaí com nossas fantasias de escravos acorrentados para desfilar no Grupo de Acesso, no Império Serrano.
Lembro das gargalhadas que o Michael deu na concentração e durante todo o desfile. Com aquela cara de "gringo no samba" ele se acabou, sambou ao seu modo e sabia mais a letra do samba-enredo do que eu, que inventei aquela aventura momesca.
Passei o desfile preocupada com ele, que suava em bicas dentro da fantasia quente. Mas ele resistiu até o fim.
Na Apoteose, já com o Emanuel, que tinha desfilado em outra ala, ele, mais inteiro do que nós, perguntou se não iríamos comemorar em algum lugar. Mas não fomos. Eu e o Emanuel nos rendemos ao cansaço. Ele tinha energia para, pelo menos, mais meio desfile.

                                                           Antes do desfile...

                                                                      Durante...

E depois, fazendo cara de cansados (óbvio que foi ele quem sugeriu a pose)

A última vez que encontrei o Michael foi num jantar, na casa de um amigo. Como foi delicioso ouvir as histórias dele e da Rosângela, as aventuras pela África, os projetos...
Meu amigo foi embora, mas na minha fé, sinto que ele está bem. Deve estar se acabando nos quitutes, lá do outro lado, experimentando todos pra contar pra gente depois, com uma boa tirada, que a culinária brasileira é fichinha perto do que ele anda provando por lá.

Rosângela e Mel, vocês tiveram o privilégio de estar tão pertinho dessa pessoa especial. Um grande beijo carinhoso a vocês, que fizeram o meu amigo tão feliz!

Rosane Araújo
Guardo do Michel a imagem de um cara alegre, inteligente, que se preocupava em fazer o mundo melhor. E que tinha sempre ótimas tiradas.
Durante um período o Michel chefiou os editores de imagens do Fantástico. Lembro de um programa em que os editores usaram e abusaram de um recurso de edição que consiste em piscar um flash em cada corte na fala dos entrevistados, para não ficar aquele pulo de imagem . No jargão de editores esse flash era conhecido como “branquinho”. Na segunda-feira o Michel  mandou um e-mail para todos os editores de imagens dizendo, simplesmente: “Acabou a liquidação de branquinho”. Ele sempre foi objetivo.
O Michel achava muito engraçadas  algumas cartas e faxes enviadas à redação (na época nem se falava em e-mail). Eram cartas com sugestões de pauta irrealizáveis, às vezes pareciam coisa de maluco. Uma vez ele recebeu um fax de um sujeito nos seguintes termos: “Assunto: cura da AIDS. Aguardo equipe.” Comentário do Michel, rindo muito: “Esse é maluco mas pelo menos é  sucinto.”
Rogério Marques
Now they’ll walk on my arm through the distant night
And I won’t let them stray from my heart
Through the wind, through the dark, through the winter light
I will read all their dreams to the stars

I'll walk now with them
I’ll call on their names
I’ll see their thoughts are known


Not gone,
not gone.
I would like to add a poem in his memory. Hope this brings comfort to both Rosangela and Mel. May God bless you both.
With regards,

Jani

I'm Still Here
Friend, please don't mourn for me
I'm still here, though you don't see.
I'm right by your side each night and day
and within your heart I long to stay.

My body is gone but I'm always near.
I'm everything you feel, see or hear.
My spirit is free, but I'll never depart
as long as you keep me alive in your heart.
I'll never wander out of your sight-
I'm the brightest star on a summer's night.

I'll never be beyond your reach-
I'm the warm moist sand when you're at the beach.
I'm the colorful leaves when fall comes around
and the pure white snow that blankets the ground.
I'm the beautiful flowers of which you're so fond,

The clear cool water in a quiet pond.
I'm the first bright blossom you'll see in the spring,
The first warn raindrop that April will bring.
I'm the first ray of light when the sun starts to shine,
and you'll see that the face in the moon shine is mine.

When you start thinking there's no one to love you,
you can talk to through the Lord up above you.
I'll whisper my answer through the leaves on the trees,
and you'll feel my presence in the soft summer breeze.

I'm the hot salty tears that flow when you weep
and the beautiful dreams that come while you sleep.
I'm the smile you see on a baby's face.
Just look for me friend, I'm every place!

- Author Unknown
Querido(a)s Parentes e Amigo(a)s,

Queremos agradecer por todas as manifestações de carinho que recebemos em face à súbita passagem do nosso muito amado Michael. Pedimos desculpas por não conseguirmos responder cada mensagem individualmente, como gostaríamos de fazer.


Para celebrar a vida do Michael, vamos nos reunir na quarta-feira, dia 9/2, às 18:00h., na Rua Barão da Torre, 287/ Play, Ipanema (entre Joana Angélica e Vinícius de Moraes. (O play é acessível mas não há estacionamento disponível no local).


Um abraço carinhoso,
Mel e Rosangela

Sunday, February 6, 2011

De Michael Para Rosinha

Encontro consonantal 
By Michael Bieler                                                          
                                                                          
Vamos marcar um encontro consonantal                                           
Trago o S da saudade                                                           
Voce encurta o D da distancia                                                  
Pode ser em qualquer cidade                                                    
Irrelevante o codigo postal                                                    
Desde que tenha a meu lado - e sem atraso                                      
A Rosa de quem sou o vaso

Março 08


Ensaio para dia 17

Thank You
  If the sun refused to shine, I would still be loving you.
  When mountains crumble to the sea, there will still be you and me.(...)
  My love is strong, with you there is no wrong,
  together we shall go until we die. My, my, my.
  An inspiration is what you are to me, inspiration, look... see.
  And so today, my world it smiles, your hand in mine, we walk the miles,
  Thanks to you it will be done, for you to me are the only one.

Trovinha NY
 
Da Queen para Queens
De Queens para Queen
De onibus ou de trem
Nao saio da linha
Porque meu negocio
Eh Rosinha !!!!




Poema Para Mel

(De pai para filha. Mais ou menos 3055 dias depois)


Um dia simplesmente soube
Que voce crescia
Dando forma
`A barriga de tua mãe
Foi quando entendi por inteiro
O que é felicidade

Quando você nasceu
Eu nasci de novo
Vendo teu descanso
Na palma da minha mao

Quando voce me olhou pela primeira vez
Eu sorri com cara de bobo

Quando voce sorria
Eu ficava tonto
Quando voce chorava
Eu procurava te distrair
Assim, tuas lágrimas partiam
E as minhas não chegavam

Quando voce engatinhou
Eu fiquei de quatro
(Ah, e continuava bobo)

Quando você acordava
O dia se espreguiçava
Quando te dava beijocas
O tempo, generoso,  relaxava
Quando você ia pra escola
O Sol te seguia
Quando você  voltava
Para a Lua eras poesia

Quando você caminhou
Duelando as próprias pernas
As minhas é que tremiam
(Ah, e eu continuava bobo)

Aí voce aprendeu a correr
A falar

E fui aprendendo também que
Milagre nao é efeito sem causa
É apreciar quietinho
O curso da vida
Os cursos de vida

Quando a gente viajava
Lembra?
Olhos arregalados
Tantos cavalinhos pra contar
Tanta musica  para cantar
Túneis para atravessar

Quando voce vinha deitar na nossa cama
E pedia 50 beijos em cada bochecha
Essa sim, foi minha melhor lição de matemática

E quando voce dancava os sucessos infantis
Era só alegria em ricochete pela sala

Então voce cresceu mais ainda
Corpo e alma
Senso de humor apurado
Dias de Sim
   Dias de  Não
    Dias de arroz
      Dias de feijão

E você pimentinha
Apagando velas no meio do coro
“Parabéns pra você”

Hoje não é teu aniversário
É o fim de uma jornada
É o início de tantas outras
Algumas serão como pontes
Fáceis de atravessar
Algumas serão rios rebeldes
De intensas incertezas
E assim como o mapa nao é o território
A tua trilha
Só voce pode clarear

Por vezes a estrada será longa
                              Acidentada
                              Brisa
                              Tempestade
                              Respostas
                              Dúvidas

Tenha em mim
Tenha na gente
Um porto imperfeito
Mas muito seguro
No amor a te dar

Que te acompanha sereno
Em qualquer caminho
Que você resolva criar


(Washington D.C. 10 de junho de 2004- Formatura de high school)